Vai Ficar Para Sempre – Por Fernanda Mendes

fernanda“Arrrrbi…arrrbi”, foi um dos primeiros relatos que nos contava nosso filho, aos dois anos e com aqueles olhinhos vívidos e comunicativos, sobre seus dias inaugurais de relacionamento com a Profa. Clélia, do Infantil I. Nossa reação foi a de dar a continuidade ao diálogo (ininteligível para adultos, mas magicamente compreensível para pais de pequenos) através de sorrisos e acenos com a cabeça, dizendo “Nossa que legal, filho!”. No dia seguinte, ali mesmo no portão da Escola, que tem cara e atmosfera de “casa da gente”, lá fomos nós tentar decifrar o que ele estava tentando nos dizer. Com um sorriso largo e sonoro e com uma naturalidade surpreendente, a Prof.ª Clélia nos disse: – Ahhhh…é arrasta a cobrinha. Estamos trabalhando com massinha e fico dizendo para eles: Arrasta a cobrinha, arrasta a cobrinha…- Enquanto ela respondia, fiquei imaginando a cena das crianças divertindo-se com massinhas coloridas, e iniciando um delicioso imaginário de que estavam dando vida a lindos e coloridos bichinhos. Por trás da brincadeira, a estratégia pedagógica para estimular os sons guturais do “r” e a atividade motora nas crianças de primeira idade. Para nós, pais, memórias como estas não têm preço. A escolha da Recrearte foi uma questão de “pele”. Na época, havia visitado algumas escolas na região, mas nossa busca era movida mais pela emoção do que por requisitos mais racionais. Buscávamos uma escola com ambiente afetivo, acolhedor e humanizado, como se fosse uma extensão de nossa casa. Acredito que, quando uma escola é pensada com afeto e respeito à essência da criança, os quesitos mais concretos vêm como consequência natural.  Portanto, para nós, a prioridade sempre foi o lado humano.

E nossa intuição não estava errada. A Escola Recrearte sempre correspondeu às nossas expectativas. O carinho era notado desde os porteiros, até os professores, passando por assistentes, tutores, e toda a equipe de apoio. Além disso, a proposta da Escola acaba promovendo o contato mais fácil entre os pais, estreitando relacionamentos entre as famílias, daqueles que serão os primeiros amigos de nossos filhos.

Quando surgiam inquietações e angústias, que hoje entendo são naturais no processo da educação e do desenvolvimento do relacionamento entre pais, filhos e escola, o acesso à coordenação pedagógica, aos professores e às diretoras sempre foi muito rápido e sem obstáculos.

Ao alcançar o fim do ciclo do Fundamental I, passamos por uma fase de dúvidas sobre colocá-lo em uma Escola maior, com uma abordagem mais conservadora. Mas, para nós, era essencial que o aprendizado fizesse sentido para ele. Acredito que é mais prazeroso e mais fácil quando o conteúdo de uma matéria faça sentido.  Não queríamos um “adestramento” para vestibulares, mas um aprendizado que fizesse sentido em sua vida. Além disso, acreditamos que a base da formação de caráter de um indivíduo esteja intrinsecamente ligada ao afeto e à humanização.

Hoje, vendo nosso filho concluir mais um ciclo, compreendemos que acertamos em tê-lo mantido na Escola: respeitando-se as devidas proporções de ser um adolescente absolutamente normal, como qualquer outro, o Diego é um aluno interessado, questionador, responsável, autônomo, com capacidade de articulação e, sobretudo, feliz.

Hoje, aos 14 anos, e já concluindo o 9o. ano do Ensino Fundamental, testemunhamos sua realização plena na última edição da Fecriarte, ao ouvir de nosso filho, após um maravilhoso trabalho desenvolvido pela classe para o tema proposto para este ano: – Nossa! Esta foi a melhor Fecriarte de todas!

Ver nosso filho saindo da Escola com valores sólidos de caráter, com amigos para toda vida, com lembranças doces e memoráveis, nos deixa com a sensação de dever cumprido e de que proporcionamos uma base segura para seus próximos desafios.

Nossos mais profundos agradecimentos a todos os profissionais que formam a Escola Recrearte e o Colégio Henri Wallon, por terem cuidado com tanto amor e comprometimento, da educação de nosso filho. Vocês sempre estarão presentes em nossas vidas, porque à medida que formos vendo ele se realizando em seu futuro, lembraremos que todos vocês fizeram parte da construção de sua essência!

Não preciso nem dizer que a esta altura deste nosso depoimento, já estou com água nos olhos e com um nó na garganta!

Beijos carinhosos para todos vocês!

Fernanda de Silos Mendes
Patrício de la Barra
(São pais de Diego Mendes de la Barra aluno do 9º ano do Colégio Henri Wallon|Recrearte)
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Um comentário sobre “Vai Ficar Para Sempre – Por Fernanda Mendes

  1. ROSANA MORAES disse:

    Lindo depoimento! Tenho a mesma impressão dos pais do Diego e também tenho convicção que o melhor é ir até o fim desse ciclo nessa mesma linguagem.

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