Seguindo os passos da mãe

lucianaA mãe da Luciana apontou-lhe o caminho para o magistério, mas foi um sinal o destino que levou a garota, pela primeira vez, ao Colégio Henri Wallon|Recrearte. Um dia, ao sair da sua casa na rua Muniz de Souza, Luciana achou um crachá caído na porta. Era de uma professora do Henri Wallon|Recrearte. Dona Maria Estela, também professora, já tinha ouvido falar muito da escola diferente na Aclimação e aproveitou para ir junto com a filha devolver o crachá e conhecer o espaço. Naquele dia, sem saber, a menina dava início a uma longa relação que faria parte fundamental da sua vida. No Colégio Maria Imaculada, no bairro do Ipiranga, Luciana fez seu curso de magistério. No último ano de formação, começou a distribuir currículos e foi chamada para uma entrevista no HWR. Nem acreditou quando, ao voltar para casa, o telefone tocou e lhe perguntaram se ela podia começar naquele dia mesmo. 2001 foi um ano inesquecível: de manhã fazia o curso de magistério, à tarde trabalhava na escola como auxiliar do Infantil III e à noite estudava Pedagogia. Sempre com aquela cara de menina, achavam, muitas vezes, que ela era, na verdade, aluna da escola. Tinha 20 anos quando a Lourdes, Diretora Pedagógica do Henri Wallon|Recrearte, perguntou se ela se sentia preparada para assumir uma sala como professora. Deu aquele frio na barriga, mas Luciana não vacilou, nem por um segundo, e disse sim. Começou com o Infantil II, mas sentiu que sua verdadeira vocação era trabalhar com as crianças mais velhas. Durante doze anos cuidou dos alunos do Ensino Integral e ajudou a conquistar para eles uma sala diferenciada. E já está há seis anos dedicada aos últimos anos do Ensino Fundamental I. Uma longa carreira para a professora que, aos trinta, segue com cara de menina. Ainda sente aquele frio na barriga quando a coordenadora pedagógica do fundamental, Thais Kolber, surge na porta da sala para acompanhar uma de suas aulas. “É minha grande mestra, a responsabilidade é grande!” – explica. Mas, felizmente, além do respeito há muito carinho e amizade entre elas e logo, Luciana até esquece que a coordenadora está por ali. Conta que os alunos já se mobilizaram e pediram à Thais que ela continuasse com eles no ano seguinte, o que a deixou muito orgulhosa do trabalho que faz. Ao chegar em casa, Luciana continua trocando figurinhas com a mãe sobre os desafios da educação e explica, com admiração, que aos 62 anos dona Maria Estela segue firme trabalhando. E ela, pretende continuar seguindo os passos da mãe nesta longa e bonita caminhada pelo universo do ensino.

Luciana Samara Schiavon é pedagoga e professora do 3º e do 4º ano do Colégio Henri Wallon|Recrearte.

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