36 anos de histórias – Aqui é o meu lugar

 

kevinQuando o Kevin Itoo estava cursando o 6º ano no Henri Wallon| Recrearte seu pai, o Denis, recebeu uma proposta maravilhosa de trabalho no Japão. Depois de encontrar uma escola japonesa, com três professores brasileiros que poderiam ajudar Kevin com a língua, o pai aceitou a oferta e se mudaram para a cidade japonesa de Takaoka. As escolas, no Japão, são muito diferentes das brasileiras, diz a família Itoo. Existe apenas um padrão de escola, que é pública, e oferece a mesma qualidade de ensino, independente do nível social do aluno. As crianças devem ir sozinhas, de sua casa até a escola, e todos os dias começam com muita atividade esportiva. A limpeza e organização do ambiente escolar, é responsabilidade dos alunos. Tudo isso, a família do Kevin conta com muito orgulho. O que eles não esperavam é que o garoto, sempre tão comunicativo, fosse encontrar tantas barreiras em relação à língua. Sem fluência no japonês, Kevin ficou totalmente isolado e sua adaptação ficou muito difícil. O sonho de voltar para o Brasil, para o Henri Wallon, tornou-se frequente na cabecinha dele e foi prioritário para a família, apesar dos compromissos profissionais do pai. A família Itoo, então, se mobilizou para tentar o que parecia impossível: trazer o Kevin de volta para o Brasil a tempo de concluir o ano letivo aqui. Neste momento, foi fundamental a parceria e a relação estreita que o Henri Wallon | Recrearte desenvolveu com a família nos anos em que o Kevin estudou no colégio. O avô, no Brasil, ligou para a Lourdes, diretora da escola, e contou tudo que o garoto estava passando. As diretoras, então, conversaram e se compadeceram: Kevin era um aluno dedicado, comunicativo, de quem todos gostavam muito. Assim, decidiram dar uma chance a ele, mas não seria fácil: o aluno teria dois meses para recuperar os conteúdos perdidos no Japão e fazer uma prova. Kevin e a mãe voltaram imediatamente para o Brasil e ele agarrou sua chance com unhas e dentes: depois de sete meses de dificuldades, uma porta se abria e Kevin podia voltar para a escola onde sempre se sentiu integrado e feliz. Movido pela vontade de seguir na mesma sala de seus amigos e não perder o ano letivo, Kevin estudou com total determinação, nos dois meses, e fez a prova numa quinta-feira. Na segunda seguinte, as aulas já começariam. A sexta-feira foi tensa para a família Itoo, esperando que o telefone tocasse. Quando a Luciana, Assistente de Coordenação, ligou na casa do avô e contou que ele havia passado, seu coração disparou no peito. Saiu gritando de alegria pela casa. Hoje, no 8º ano, ele segue se esforçando para superar qualquer lacuna que tenha ficado desta transição. O pai também voltou para o Brasil. O principal ganho da família Itoo, eles não têm dúvida, é ver de novo o sorriso no rosto deste garoto valente chamado Kevin.

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