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Que Venham os Desafios

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Quando se formou em Psicologia, deixou o Magistério para desbravar um novo universo. Era 1991, o presidente Fernando Collor assumia o comando do País, Senna sagrava-se tricampeão da Fórmula 1 e os fãs do Queen davam adeus a Fred Mercury. Com esse pano de fundo, a ex-professora e então psicóloga Rosana, mergulhava num grande desafio: atender os jovens internos da FEBEM. Meia hora de papo com ela basta para entender que Rosana não veio ao mundo atrás de coisas fáceis. Na FEBEM, tornou-se uma das responsáveis por avaliar as condições dos internos para poderem voltar ao convívio familiar.  Mas logo a sua crença na possibilidade de realizar um trabalho humano, sério e profundo na instituição, desmoronou. Novos ventos levaram Rosana para a próxima peleja: a UTI de Oncologia do Hospital Infantil Darci Vargas. O desafio de levar orientação e conforto para crianças com câncer e às suas mães não era simples. Rosana adorava. Podia estar lá ainda hoje, se a empresa que bancava o serviço para o hospital não tivesse fechado as portas. Foi quando olhou para trás e sentiu saudade dos tempos do Magistério. Mas como voltar depois de nove longos anos fora? Não ia ser fácil. E tudo bem, porque se fosse fácil, ela não ia gostar mesmo. Começou dando aulas de português para coreanos recém-chegados ao Brasil. E cuidou de levar um currículo na escola da Rua Guimarães Passos. Boas línguas diziam que lá poderia realizar o trabalho humano e profundo que vinha tentando fazer na FEBEM e no Darci Vargas. E foi para o seu jeito sensível e corajoso de encarar o inusitado, e não para os nove anos fora, que as diretoras do Henri Wallon Recrearte decidiram olhar. Rosana ganhou o seu espaço na Escola. Começou dando aulas para o 3º ano e rapidamente as suas suspeitas se confirmaram: ali estava uma instituição comprometida com o desenvolvimento humano. Lembra, por exemplo, que logo no primeiro ano foi implantada a “Regra dos 5 S” de qualidade total que não tinha visto em nenhuma outra escola. E lembra também, orgulhosa, das experiências desafiadoras com alunos inclusivos na sua sala de aula. E fica emocionada quando fala dos momentos mais áridos nos quais teve medo de não conseguir, do apoio incondicional da Escola e das palavras que ouviu das mantenedoras: “Vem para você porque você dá conta.”. E é assim: Rosana está lá onde o caminho precisa ser construído, onde a luz precisa ser acesa, onde a solução precisa ser encontrada; e é verdade: ela dá conta. Alunos, professores, funcionários do Henri Wallon Recrearte são, como ela diz, a sua segunda família. Ela está firmemente ancorada na Escola pela sua crença nos métodos e nas relações que a sustentam. E nós certamente seremos melhores e mais felizes se ela continuar aqui por mais 14 anos.

Rosana Garrido Russo é psicóloga, pedagoga e professora do 5º ano da manhã da Escola Henri Wallon Recrearte.

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3 comentários sobre “Que Venham os Desafios

  1. ROSANA MORAES disse:

    Parabéns Rosana, Parabéns a direção da escola que teve a sensibilidade de enxergar essa profissional tao valiosa! Tomara que a minha filha tenha aula com ela no 5 ano!!!!

  2. Maria de Lourdes Alvarenga disse:

    A Imagem da professora Rosana, sempre com um semblante sério e contemplativo, camufla de uma certa maneira, o ser humano incrível que habita dentro dela. Ela faz parte da nossa história, por amar o que faz e acreditar nos ideais do Colégio. Parabéns!

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