Alunos Autores – Tecnologia

Meu nome é Tecnologia. Sou usada em diversas formas desde os tempos das cavernas, quando os homens me utilizavam para se defender, alimentar, sobreviver e facilitar suas vidas. Mais tarde, fui usada para inventar inovações na primeira Revolução Industrial; na Segunda Guerra Mundial, onde fui utilizada para inventar vários objetos muito usados atualmente, como o microondas, o GPS, etc. Sou uma ferramenta, na qual me manifesto nessas várias invenções. Não tenho forma, cor e tamanho definitivo. Todos esses aspectos dependem de como é o invento produzido. Mas o quero ressaltar aqui é o impacto que, infelizmente, eu causo na natureza e no meio ambiente. Os homens não sabem como me utilizar e acabam ultrapassando limites, sem pensar no ar, na água, natureza, nas florestas, árvores, entre outros elementos importantíssimos e que deveriam ser mais conservados. O meio ambiente e a natureza são os mais afetados por mim. Posso dizer isso porque vi como os afeto de forma tão horrível. Certo dia fui utilizada para fabricar dispositivos celulares. A indústria era grande e estava bem cheia com vários homens e máquinas que não paravam nem por um segundo. O ambiente não era confortável, pois o estresse e o cansaço dominavam todos que trabalhavam lá. Após um longo trabalho feito, o momento do almoço chegou. Os homens, praticamente mortos, mal esperavam para poderem descansar. O barulho das máquinas havia parado, e o ambiente ficou mais tranquilo. “Ufa!” pensei. Nem eu aguentava mais aquele cenário. De repente, ouvi uma voz bem baixa vindo de fora.  – Por favor, me ajude! – ela dizia, mostrando muito sofrimento. Saí do local para ver de quem era aquela voz. Fora dele, havia uma longa estrada e várias árvores. O resto, quem ocupava era a indústria, de tão grande que era. “Será que são as árvores que estão pedindo ajuda?”, perguntei para mim mesma. Fui até elas, mas vi que estavam conversando normalmente.  – Olá – disse, com um pouco de timidez. –  Como vocês estão? – Olharam para mim, mostrando estranheza e até desconfiança. Depois, trocaram olhares e cochichos. Até que uma delas me perguntou: – Quem é você? – Sou a tecnologia – respondi. – Ah, te conhecemos. – falou uma outra árvore. – O ar estava falando bem mal sobre você nesses dias. Deve ser por causa da poluição que você causa nele. – Fiquei um pouco triste ao saber que todos tinham consciência do que causo. Eu ouvi alguém gritando perto da indústria – falei – Vocês sabem me dizer quem era? – Sim – afirmaram em coro. – Era o ar. – Já imaginava. – falei, com um ar de tristeza. – Outra pergunta: onde ele está? – Todas olharam para cima, onde se via o grande céu azul. – Se você quer falar com ele, é melhor se apressar, pois deve estar fugindo. Imediatamente, subi o mais alto possível para alcançá-lo. – Não quero mais ser vista como a causadora da poluição. – concordei. – Já basta! Ao chegar, ouvi totalmente sua voz. Segui a direção dela e, de repente, bati em algo. Eu havia batido no ar. – Ai! – gritou, desesperadamente. – Socorro, socorro! Não aguento mais essa poluição! –  Calma, calma! – eu dizia, tentando acalmá- lo – Olhe para mim, olhe para mim! Ele parou de se mexer e virou- se para mim. – Veja: você não está sozinho. Mas tudo isso não adiantou nada. O que você está fazendo aqui?! – exclamou contra mim.- Saia, saia! Olhe o mal que causou em mim! – Calma, calma! – Olhe o meu estado!  – disse, virando- se para eu ver. Confesso que, nesse momento, fiquei surpreso. Eu já sabia do mal que, infelizmente, causava nele. Mas não esperava que fosse tão enorme. – Você está… – Ficando preto! – Completou. – Por sua causa! – Estava sem palavras. Não tinha nada a dizer. Minha vergonha era tão grande que nem sabia mais se eu podia ajudá-lo. – Tecnologia, a tão temida tecnologia! – ele falava.  – Sua missão é poluir o meio ambiente e a natureza! Ela consegue ser… – De repente, ouviu- se um barulho de explosão dentro indústria e, posteriormente, o início de um incêndio. Assustado, o ar olhou para mim e perguntou: O que você fez? Explodi os dispositivos que estavam lá dentro. Cansei disso tudo! E assim, todos viram o espetáculo: homens correndo; outros ligando para o serviço dos bombeiros; a indústria pegando fogo; e a melhor parte: a extinção da poluição naquele lugar. Desde então, luto para acabar com a poluição que causo. Não ligo mais para as inovações feitas dentro da indústria. O que realmente importa agora é o bem estar de todos. O mundo precisa se tornar um lugar melhor para se viver.

 

Texto redigido pelo aluno Kenzo Fumioka do 8º ano do Colégio HWR.

Alunos Autores – Artigo Sobre Vacinas

Vacinas são meios de prevenção contra doenças contagiosas, sem elas grande parte da população não estaria aqui e muitas doenças não teriam sido erradicadas. Existem várias doenças que podem ser erradicadas pelas vacinas, como, difteria, tétano, coqueluche, influenza tipo B, hepatite A, hepatite B, sarampo, caxumba, rubéola, gripe, poliomielite, varicela(catapora), meningite C, HPV, tuberculose(BCG) e rotavírus.  As vacinas são importantes, pois a partir delas nós nos prevenimos de doenças, são um dos mecanismos mais eficazes na defesa do organismo humano contra agentes infecciosos e bacterianos, e consistem na proteção do corpo, por meio de resistências às doenças que nos atingiriam. Existem diversas campanhas de prevenção de vacinas e vários locais de vacinação. Essas campanhas são para as pessoas se conscientizarem que devemos, sim, tomar as vacinas e devemos tomar medidas para essas doenças serem erradicadas. Os locais de vacinação, são áreas da saúde pública, como postos de saúde, UBS’s e hospitais. Já os da rede particular, são áreas de hospitais particulares e, algumas das vezes, vão pessoas especializadas até as casas para vacinar as pessoas que nela residem. Enfim, todos nós devemos tomar vacinas para nos prevenir, nos proteger, sempre atentos às campanhas e locais de vacinação, assim teremos uma boa expectativa de vida, as doenças não irão evoluir tão rápido e nós vamos conseguir erradicá-las, com isso teremos um país melhor e mais assegurado.

Artigo redigido pela aluna Natacha Silva  do 7º ano do Colégio HWR a partir de tema livre.

 

Alunos Autores – A casa de pequenos cubinhos 

Ao sair da cama, senti meus pés sendo molhados pela água que invadia o chão do meu quarto. Mais uma vez, o alagamento da cidade avançava e passava por nossas casas, até que fôssemos obrigados a construir um novo andar para que não perdêssemos tudo que tínhamos. Como de costume, preparava meus materiais para começar uma nova construção, onde eu moraria pelos próximos anos, até que o mesmo acontecesse novamente.  Alguns dias depois, com o final da construção, decidi buscar algumas coisas que continuavam no andar de baixo, para que conseguisse terminar de arrumar a casa ainda naquele dia. Com a ajuda da minha pequena canoa, tentava levar meus móveis mais pesados, mas, por conta da minha idade, minha força já não era suficiente, e a dificuldade em levantá-los era grande. Foi assim que, por poucos segundos, perdi o equilíbrio e vi meu cachimbo caindo e se perdendo em meio a água. No restante do dia, esse pensamento não me saía da cabeça nem por um segundo. Mesmo que tivesse milhares de outros cachimbos guardados no quarto, vê-lo se distanciar cada vez mais fundo na água, me trouxe lembranças do que estaria no fundo daquela casa, junto ao meu cachimbo. Todos momentos de minha vida passavam pela minha cabeça, me fazendo pensar em minha situação atual: solitário, vazio e afundado em lembranças. Foi quando vi um comerciante passando por perto da minha casa e vi ali a minha chance. Comprei um novo equipamento de mergulho, tendo uma ideia fixa em mente. Com o objetivo de achar meu cachimbo perdido, mergulhei até chegar ao chão, daquele andar que já havia sido preenchido pela água.  Encostado ao chão, achei meu cachimbo, jogado em um canto e assim as lembranças vieram em minha mente. Era minha mulher, já no final da vida, uma senhora delicada e vaidosa que me devolvia o cachimbo que havia achado no chão. Com a volta dessas memórias, não resisti em descer mais alguns andares. Na casa de baixo, avistei uma cama, na qual, anos atrás, havia me deitado para descansar junto a minha mulher. Explorando ainda mais, vi o sofá o qual dividi com meus netos há alguns anos, andares abaixo, a sala na qual fui apresentado ao noivo de minha filha, e a janela pela qual assisti a minha filha, partindo da cidade. Chegando ao primeiro andar, minhas memórias foram mais longe, vi ali o dia em que conheci minha mulher, o dia em que nos apaixonamos e o dia em que, finalmente, nos casamos. Me lembrava de construir aquela casa junto com ela e de todas as noites que jantávamos juntos naquela sala. Assim, veio em minha mente a memória que mais me tocou: era uma noite fria, eu havia terminado de preparar o jantar, e ela de arrumar a mesa, o brinde daquele dia foi para comemorar nossos primeiros dias morando juntos. Aquilo me veio a cabeça como se eu realmente estivesse presenciando a cena. Decidi voltar para o andar em que estava morando, o único naquele lugar que não havia sido invadido pela água. As lembranças ainda passavam pela minha cabeça e me mostravam toda a história na qual eu havia vivido naquela casa, mesmo que em vários andares diferentes dela. Foi assim que me dei conta do quão feliz eu havia sido, quanta felicidade aquele lugar havia me trazido e como eu tinha me esquecido disso. Ao me sentar para jantar, o brinde foi para as memórias, aquelas que não havia valorizado há muito tempo. E desacreditado de que, um dia, eu poderia ser feliz, naquela casa, de novo, passei a perceber que eu ainda fazia parte daquilo, passei a valorizar aquele passado distante e meu presente que havia desperdiçado por tanto tempo.

 

Texto de Maria Eduarda Branco, aluna do 9º ano do Colegio HWR.

Alunos Autores – Tempo

Alguns dizem que eu sou relativo, outros dizem que sou dinheiro, e tem até quem diga que eu sou a única coisa que não se pode ter de volta. Podemos dizer que todas as afirmações estão corretas, existem diversas interpretações para “o tempo”, então não se pode me definir com apenas um significado, só de me procurar no Google, de cara se podem ver 14 significados. A minha história não tem um começo e nunca terá um fim, pois eu que dou fim às coisas, e posso fazer coisas que nem a ciência mais moderna pode. As pessoas tentam me medir através de relógios, mas eu não posso ser medido de uma maneira exata, pois posso variar conforme as circunstâncias. O universo que conhecemos, hoje, surgiu há 13,7 bilhões de anos, um ser humano vive em média 75 anos, um valor completamente insignificante na história do universo, um valor tão pequeno, que nem o ser humano consegue aproveitá-lo. Não entendeu? Há não muito tempo, passamos pela revolução industrial. Um novo jeito de ver o mundo, cheio de inovações, máquinas que facilitariam a vida dos humanos de diversas formas diferentes, mas uma das invenções que revolucionou a forma com que vissem a vida foi o relógio. Uma simples esfera dotada de 3 ponteiros de comprimentos diferentes, circundado por 12 números e 60 linhas. Parece algo bobo, mas esse simples objeto, cheio de engrenagens, controla o ser humano desde então. O tempo que alguém passa trabalhando é controlado por ele. O tempo que a pessoa tem para comer é controlada por ele, e até o tempo que a pessoa tem para dormir é controlada por ele. Depois da invenção do relógio, as pessoas pararam de aproveitar seus míseros 75 anos (que na época era menor que 30 anos) e começaram a viver em função do que eram mandados a fazer, controlados pelo relógio. Atualmente, as coisas não mudaram muito. As pessoas vivem apressadas para fazerem planos e garantirem que seus últimos 15 anos sejam tranquilos, mas esquecem que estão me desperdiçando, vivendo no futuro e não aproveitando o presente, não aproveitando o agora. Não estou dizendo que as pessoas não devem ter um planejamento para pelo menos viver de forma confortável no futuro, mas é um desperdício “de mim”, passar a vida inteira apenas pensando no que vai vir, sem viver o que está acontecendo agora. No caso, esse é só um dos motivos que faz com que as pessoas vivam no futuro, porém existem muitos outros, como a espera de algo que está por vir. Tem gente (quase todo mundo) que passa todo seu tempo pensando em algo que ainda vai chegar, como um jogo novo, uma viagem, uma nova etapa da vida, seja o que for, e não dá valor nenhum para a experiência do agora. As crianças e jovens estão sempre dizendo que não veem a hora de se tornarem adultos, que querem ser independentes e que querem ter o próprio dinheiro, etc. Os adultos vivem dizendo como foi boa a sua infância, que não a souberam aproveitar, que dariam tudo para poder viver tudo aquilo de novo, poder aproveitar a época que eram despreocupados, que não tinham contas a pagar e que suas únicas obrigações eram ir à escola e tomar banho. Os idosos, por sua vez, dizem que não viveram, que não realizaram os objetivos que queriam durante a fase adulta, que sua vida está chegando ao fim e que não deixaram nada de importante para a humanidade. Infelizmente, é natural do ser humano não aproveitar o agora, não dar valor ao que tem, e só perceber que era valioso no momento em que o que tinha vai embora. Pare um pouco e pense: o que você vai pensar sobre o que está vivendo agora no futuro? Será que você está aproveitando o momento do jeito “certo” ou você irá se remoer pelo resto de sua vida por não ter aproveitado essa época que você está vivendo agora, no momento que lê esse texto? Antes de viver pensando apenas no futuro, reflita: Será que no seu futuro, você terá o que tem hoje?

 

Texto de autoria de João Antônio Martins, aluno do 8º ano do HWR.

Alunos Autores – São Paulo

São Paulo, uma selva de concreto onde você luta para sobreviver
Vive para outros que falam o que tem que fazer
O dinheiro que recebe não dá para nada
A televisão e a mídia nos transformam em uma pessoa alienada

São Paulo, a selva de concreto que transborda pobreza
Suas ruas sujas não se comparam às casas da nobreza
Líderes e burgueses promovem uma utopia
Uma utopia distópica, que engana como magia

Os carros exalam fumaça e poluição
Que revelam a tristeza de quem não tem coração
O cheiro de nicotina contribui com o aroma fétido do ar
As árvores e plantas estão começando a tombar

Mas mesmo com a tristeza, desigualdade e poluição
Você vai ter sempre a esperança, alguém para te dar a mão
Uma cidade que começou, pequena e singela
Agora cresceu, e é uma metrópole bela

Por fim eu digo, tudo tem uma esperança
E nesse caso a esperança está na mão de uma criança
A criança que todos nós temos que educar
Porque o futuro estão nas mãos de quem ainda irá chegar

 

Poema de autoria de João Antonio Martins – Aluno do 8º Ano do HWR.

Alunos Autores – Trem que Parte

O TREM QUE PARTE

Bem-vindo ao céu nublado da partida,
Bem-vindos a mais uma estação cinza
Onde rodas gastas riscam trilhos enferrujados.
Onde todo o gasto é muito
E todo resultado é pouco.

Onde os sonhos resistem desamparados
por baixo de olhos cansados…
Onde longos casos amorosos são encerrados
com o fechar das portas automáticas,
E amores momentâneos de olhares cruzados.

Para sentidos opostos são sempre levados…
Para sempre,
Para lugar nenhum.

Arthur Petroni e Bruno Olivieri são ex alunos do HWR e escreveram este texto em 2018 quando cursavam o 9º ano do Ensino Fundamental.

Alunos Autores – Meu Medo

Meu Medo

Às vezes, quando ando na rua, reparo em pessoas extremamente sérias. Vejo atendentes grossos e desanimados nos restaurantes. Pessoas que não parecem bem.

Tenho 13 anos. Tecnicamente, eu não sou mais criança. Sou adolescente e estou indo direto para a vida adulta. O que me preocupa um pouco, honestamente.

Quando eu era pequena, sempre fui tímida, o que melhorou um pouco atualmente. Converso com pessoas e faço amigos novos. Meu grande medo mesmo é virar uma adulta e desaprender a me divertir com as coisas pequenas da vida. Como fazer algo errado sem querer, e deixar qualquer que seja o trabalho ou lição com um toque cômico e divertido. Ter um amigo muito próximo e dar de presente alguma coisa que ele não gosta, só porque ele vai rir. Meu medo é virar adulta e desaprender a rir de piadas “bestas”. É de não ter tempo de ver um filme ou série, ou simplesmente sair com amigos.

Meu medo é de virar uma pessoa que desaprendeu a ser leve e despreocupada em momentos da vida, só porque “meu trabalho não me permite.”.

Porque algumas pessoas aprendem coisas ao longo da vida, e outras desaprendem.

Texto de autoria de Júlia Raele, aluna do 8º ano do HWR.